quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Nada como a literatura!

Sou amante dos velhos clássicos, aprendi e aprendo muito com eles, muito mesmo, na verdade, atribuo a eles boa parte do que sei e do que sou, tanto que agradeço a seus escritores por me mostrarem seus mundos e, por conseguinte ampliarem o meu.
Lendo “o mágico de Oz” aprendi a querer um coração com o homem de lata, um cérebro com o espantalho, coragem com o leão covarde e a dar valor ao meu lar, pois como diria Dorothy Galé, “não há lugar como o nosso lar”.
Li também Dom Quixote e descobri o que é ver mais do que as aparências, o quão poderosa é a mente humana, a ponto de nos faze acreditar nas fantasias mais inusitadas, assim como descobri o que é acreditar com convicção.
Em “o conde de Monte Cristo” percebi que a maior prisão não é aquela em que um homem é trancado, mas sim aquela onde o homem se permite aprisionar; ainda compreendi que a vingança não leva a nada e dinheiro não representa felicidade.
Na obra “Bem Hur” vi, mesmo que com os olhos da imaginação, como a fé pode curar doenças, feridas, e como é importante lutar pela verdade e sobre tudo liberdade.
Ao ler “Robinson Crusoé” percebi a capacidade do homem de adaptar-se, superar adversidades, sobreviver em um lugar deserto e ainda assim manter a esperança.
Com “o pequeno príncipe” aprendi a cativar e a manter viva minha criança interior, como também a preservar a imaginação e não me preocupar tanto com o tamanho e a aparência, pois ambos são relativos, ao invés disso preocupo-me agora com a essência.
Shakespeare “me ensinou” sobre praticamente todas as relações humanas e as conseqüências das emoções tal qual a beleza das mesmas, e sendo assim me apaixonei por suas historias, como “Hamlet”, “Romeu e Julieta”, “Otelo”, entre outras.
Depreendi que muitas vezes os amores são como um “sonho de uma noite de verão”; confusos, complexos, mágicos, perdidos e apesar de tudo ainda podem valer a pena.
O livro “a arte da guerra” me mostrou como encarar a vida da mesma maneira que uma batalha, conhecendo primeiro a mim mesmo, depois os outros, assim como o que a natureza oferece.
Conheci “o inferno de Dante” e como o amor pode levar alguém do inferno ao céu.
Através da “Bíblia” tornei-me mais humano, mais consciente e menos preconceituoso.
Vivi cada personagem, cada história; vivenciei cada aventura, cada emoção; conheci mundos extremamente incríveis e finalmente retornei, trazendo para a minha vida tudo aquilo que julguei “o melhor”. Transformei meu mundo e minha mente no que eu quis, e graças a tudo isso, graças as grandes obras, hoje me considero o melhor que eu posso ser.

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