terça-feira, 23 de março de 2010

Já era uma vez, um herói

Quem nunca ouviu falar do nobre cavaleiro que ainda acreditava no amor e saia em busca da sua amada lutando contra dragões que na verdade eram moinhos de vento, um homem que decide transformar sua vida em um romance como àqueles que ele lia, a grande invenção de Miguel de Cervantes, Don Quixote.
Às vezes me pergunto, quem nunca pensou em viver um sonho, torná-lo sua realidade, e se questionou se teria coragem suficiente para ir até o fim, se arrependeria em determinado momento, e a resposta é quase unânime, todo ser humano quer alguma coisa, menos arriscar seus limites.
A verdade é que muito se fala em realizar os sonhos, mas muitos não sabem sequer diferenciar sonhos de fantasia, então é nessa fusão que surge o nosso conhecido guerreiro de armadura reluzente, que transita entre realidade e imaginação mas sempre almejando algo.
O principal quando se quer conseguir algo é a determinação, não havendo gênio ou dom capaz de superar a verdadeira força de vontade, pois quanto mais se acredita em algo e se dedica com tudo o que tem, maior é a probabilidade disso acontecer, temos que enfrentar nossos dragões.
Oh Renato Russo, “quem roubou nossa coragem?”, nossa legião urbana é tão incapaz, fraca e covarde, será que ainda temos nossa realmente alguma chance, você diz que “toda dor vem do desejo de não sentimos dor”, então é simplesmente aceitar que o sofrimento é indispensável e fazer dele parte de nossa bagagem até o topo, é só querer, não é tão difícil tentar.
Queridas Dulcinéias me perdoem, mas só Cervantes foi capaz de criar alguém capaz de ir à luta por seus desejos, independente de dizer se o que seus olhos viam era realidade ou ficção e talvez essa paródia de cavaleiro seja mais herói do que qualquer um de nós, cuja única determinação é dizer que não é possível.

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